CJF promove encontro para debater modernização dos processos e gestão em TI


“Inovação, criatividade e tecnologia. Este é o tripé que apoiará uma Justiça Federal alinhada com os novos tempos.” Com essas palavras, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho da Justiça Federal (CJF), ministro João Otávio de Noronha, abriu os trabalhos do Encontro Nacional de Soluções de Tecnologia, Inovação e Criatividade da Justiça Federal (ENASTIC.JF 2019), realizado nesta terça-feira (11) no auditório do CJF, em Brasília.

De acordo com Noronha, o objetivo do encontro é debater a modernização dos processos e a gestão em Tecnologia da Informação (TI), os desafios relacionados à modernização e o compartilhamento de boas práticas e ideias sobre a aplicação de inovações tecnológicas.

“Queremos dividir experiências de sucesso e discutir soluções viáveis para o aperfeiçoamento da nossa missão constitucional. Nesse conturbado momento que enfrentamos no cenário econômico nacional, combatemos crimes com inovação, com criatividade e com envolvimento de tecnologias”, declarou o ministro.

Segundo ele, “o Enastic é um chamado ao trabalho colaborativo simbiótico, modificação da cultura dos órgãos e cristalização de uma Justiça Federal forte e unida. Ganham os servidores, os magistrados, o jurisdicionado e a sociedade em geral. Aqui, apresentamos resultados de laboratórios de inovação e produtos de centros de inteligência, além de soluções de armazenamento e processamento em nuvem, respostas de inteligência artificial e automação. São sistemas dos mais diversos, plataformas variadas, bussines intelligence, big data... Enfim, o mundo é outro, e o Poder Judiciário não poderia sobreviver fora dessa nova realidade”.

A abertura do Enastic.JF também contou com a participação da secretária-geral do CJF, juíza federal Simone dos Santos Lemos Fernandes. Entusiasta do assunto, a magistrada foi a moderadora da mesa que apresentou casos de sucesso relacionados à inovação no Poder Judiciário. “É muito difícil ter juízes com preparo e com formação na área de informática”, disse, considerando que os participantes do Enastic “são especialmente importantes porque fazem a ponte” entre a área da informática e a área-fim. 

No encontro houve uma palestra sobre “Tendência de tecnologia, inovação e criatividade”, ministrada pelo advogado Ademir Milton Piccoli, autor do livro Judiciário Exponencial.

Participantes

Os casos de sucesso do Enastic.JF foram apresentados pelo juiz auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Bráulio Gabriel Gusmão, que explicou o funcionamento do Laboratório de Inovação para o Processo Judicial Eletrônico (PJe). O juiz federal Caio Moysés de Lima, da Seção Judiciária de São Paulo, falou sobre o Laboratório de Inovação (iJuspLab). O juiz federal Marco Bruno Miranda Clementino, da Seção Judiciária do Rio Grande do Norte, apresentou o Portal do Centro de Inteligência.

O juiz federal Rafael Leite Paulo, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), falou sobre Bacenjud Auto e a estratégia de inovação da 1ª Região. Já o diretor executivo e fundador da empresa Every TI, Eduardo Nery, abordou a questão do diagnóstico e plano de ação para governança e conformidade à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Na sequência, o juiz federal Caio Moysés de Lima, vice-diretor do Foro da Seção Judiciária de São Paulo, foi o moderador dos casos de sucesso – Inovação, Cloud Computing. O desembargador federal do TRF1 Marcos Augusto de Sousa falou sobre o Sistema de Cálculo Judicial. O diretor de precatórios do TRF1, Hilton Vieira Coelho, explicou o funcionamento do Sistema ePrecWeb, para emissão de requisição de pagamento (precatório e Requisição de Pequeno Valor - RPV).

O técnico judiciário do TRF3 Caio Cesar Sobreiro falou sobre o Programa Simplificado de Extinção das Execuções Fiscais. A diretora de ambiente computacional do Tribunal de Contas da União (TCU) Lorena Brasil discorreu a respeito do Projeto de Cloud Computing. Por fim, o gerente de Operações IOS/AWS, Alyson Torreiro, explicou como funcionam os serviços gerenciados em nuvem.

Fonte: Site do STJ

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